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Desenvolvimento infantil em época de isolamento social

  • Foto do escritor: Débora Laks
    Débora Laks
  • 6 de jun. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: 9 de dez. de 2020

As aulas da Educação Infantil foram suspensas em março. Com as crianças em casa e o acúmulo de atividades, surgem muitas dúvidas quanto as possibilidades que se têm de estimulação no ambiente familiar. Nem sempre os estudos domiciliares são exequíveis com crianças pequenas. É possível não haver prejuízos neste cenário?


Estamos vivendo um período sem precedentes. A cada dia, novos desafios e questionamentos. Ainda não é tangível o retorno às escolas. Cenários estão sendo estudados e há espera por mais conhecimento de como o covid-19 se comportará em nossa cidade. Enquanto isso, as crianças seguem aguardando em casa, respeitando o isolamento.


A aprendizagem na Primeira Infância


O progresso da aprendizagem na Primeira Infância se dá através de amplas experiências. O corpo, os movimentos, o convívio e as vivências tornam o espaço educacional uma experiência completa. Assim sendo, o desenvolvimento nesta etapa não significa a aprendizagem de conteúdos.


Como reproduzir, em casa, este estímulo? Pais vêm se esforçando, incansavelmente, buscando incentivar seus filhos para as videoaulas. Nem sempre o esforço resulta em saldo positivo e muito mal-estar pode ser criado nestas tentativas.


Antes do coronavírus, havia uma grande mobilização da Sociedade Brasileira de Pediatria orientando a restrição às telas para crianças pequenas. Hoje, temos as aulas justamente pelas telas. É a possibilidade que temos no momento, mas é inegável que estamos “tateando”.


As problemáticas da pandemia e do isolamento social



A Pandemia trouxe para nossa sociedade muitas perdas. Famílias ansiosas com a possibilidade de perder empregos ou mesmo, já desempregados. Distanciamento de familiares queridos. Impossibilidade de ir e vir. Crianças privadas do convívio com seus pares. O clima angustiante ronda as casas. Há espaço para aprendizagem quando as crianças estão tentando digerir as indigestas restrições às quais temos que observar? A insistência em realizar as tarefas escolares pode ser prejudicial aos pequenos?


Este não é um artigo de respostas. As certezas andam em falta. Porém, quando estuda-se sobre desenvolvimento infantil é inegável que a tranquilidade das crianças possibilita a elas desbravar e aprender. Então, não seria momento de trabalharmos em prol de bem-estar emocional?


Se por um lado temos a privação do coletivo, nunca as crianças conviveram tanto em família. Este pode ser um grande ganho: pais desenvolvendo novas formas de se relacionar com seus filhos, tendo mais intimidade. Aproveitar este momento e deixar as crianças usufruírem do seu espaço, brincando, explorando e criando, pode ser a melhor saída. Ficar fixado nas perdas pode ter repercussões muito danosas, como ansiedade e tristeza.


Ainda que não saibamos como a pandemia ficará registrada na criançada, estar atento aos limites que eles assinalam e impedir prejuízos emocionais é um passo acertado. Se estiverem em harmonia, o convívio em família será combustível para os pequenos enquanto esperamos a reabertura das escolas. Aguardemos brincando!



















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PSICÓLOGA DÉBORA LAKS

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© 2020 por Luiza Matte

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